Uma segunda edição nunca começa do zero.
Ela traz consigo as escolhas, as dúvidas, os acertos e também os aprendizados da primeira.
Depois de fechar o primeiro número da Proust Magazine, ficou mais claro o que queríamos preservar: o cuidado com a leitura, a atenção ao ritmo de cada texto, a convivência entre vozes diferentes e a ideia de que uma revista literária precisa oferecer mais do que páginas reunidas. Ela precisa criar uma experiência.
Também ficou mais claro o que precisava amadurecer.
A segunda edição foi construída com mais consciência sobre o processo editorial, sobre o tempo necessário para revisar, sobre a relação com os autores e sobre a responsabilidade de transformar textos individuais em uma publicação que tenha unidade.
Nada disso elimina a dúvida.
Editar continua sendo escolher entre possibilidades. Cortar, manter, deslocar, reler. Às vezes voltar atrás.
Mas existe uma diferença importante entre fazer algo pela primeira vez e fazê-lo novamente.
Na segunda vez, já existe uma memória.
A primeira edição deixa rastros. Alguns permanecem. Outros precisam ser superados. E é nessa combinação entre continuidade e mudança que um projeto começa, pouco a pouco, a encontrar sua própria identidade.
A nova edição da Proust Magazine nasce desse processo.
Ela mantém aquilo que acreditamos ser essencial e incorpora o que aprendemos ao longo do caminho.
Novos contos, poemas e memórias. Novas vozes. A mesma atenção à leitura.
A segunda edição da Proust Magazine chega ao público em 1º de agosto.
