Ontem, a segunda edição da Proust Magazine começou a circular.
Depois de semanas de leitura, seleção, edição e preparação, a revista deixou as nossas mãos e passou a seguir o seu próprio caminho. Agora, começa o tempo dos leitores: das páginas abertas devagar, das frases sublinhadas, dos textos que permanecem depois que a leitura termina.
Mas o trabalho editorial não se encerra quando uma edição é publicada.
Enquanto uma revista encontra seus leitores, a próxima começa a ser construída. Novos textos chegam. Outras vozes se apresentam. A leitura e a curadoria continuam, quase sempre em silêncio, antes que uma nova edição encontre sua forma.
O edital permanente da Proust Magazine segue aberto para o envio de contos, poemas e memórias.
Buscamos textos que revelem um olhar próprio, que encontrem precisão na linguagem e que consigam transformar uma experiência, uma lembrança ou uma inquietação em literatura. Não procuramos um único estilo ou tema. Procuramos textos que tenham algo a dizer e que encontrem a forma necessária para dizê-lo.
Cada submissão é lida com atenção. Algumas começam um percurso de edição. Outras permanecem conosco como parte de uma conversa que talvez ainda precise de tempo. A curadoria não acontece apenas quando se aproxima o fechamento de uma edição: ela é um processo contínuo, feito de leitura, reflexão e escolha.
A terceira edição já começa a nascer.
Talvez, neste momento, exista um texto guardado em uma gaveta, esquecido em uma pasta ou ainda esperando a última revisão. Talvez exista apenas uma ideia, uma cena, uma lembrança que insiste em voltar.
Às vezes, uma revista começa assim: com alguém decidindo que chegou a hora de deixar o texto caminhar sozinho.
Envie seu texto para a Proust Magazine.

Uma revista nunca para. Enquanto uma edição encontra seus leitores, a próxima começa a encontrar seus autores 📚
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